
A semana passada partilhei o manifesto dos “Católicos por Seguro”. Logo algumas pessoas me perguntaram porque não tinha partilhado também o manifesto de sentido contrário dos “Católicos pela Verdade”. A verdade é que não tinha conhecimento desse manifesto ainda, mas prometi que esta semana o faria, e aqui está.
Agora, se me pedem a opinião, independentemente do que penso sobre os dois candidatos que vão a votos no próximo domingo, aponto-vos para o artigo que escreveu o meu amigo José Maria Seabra Duque, publicado aqui.
Um dos meus trabalhos para a AIS é ir coligindo todos os casos de padres ou religiosos assassinados, raptados ou detidos por motivos persecutórios ao longo do ano. No final, escrevo um artigo a dar conta dos números. Este ano vimos uma melhoria significativa no que diz respeito a detenções, mas um aumento de mortos. Está tudo aqui. Rezem!
Por cá andamos de depressão em depressão. Na terça-feira fui a Coimbra de autocarro e o cenário junto à autoestrada na zona de Leiria era de guerra. São muitos os que estão no terreno a ajudar, graças a Deus, e há também danos causados a património religioso. O novo núncio apostólico já disse que quer ir visitar as regiões afectadas, e até o Papa manifestou a sua solidariedade.
Numa situação destas há muita gente que quer ajudar, e ainda bem! Mas esta é uma tempestade perfeita para burlões, portanto todo o cuidado é pouco. Há instituições que vão ajudar no terreno e que são de confiança. Não arrisquem cair em esparrelas!
A Sociedade de São Pio X anunciou que vai ordenar novos bispos. Será bluff, ou uma questão de “sobrevivência sacramental”? Seja o que for, a sociedade fundada por Marcel Lefebvre tem um problema maior do que a falta de bispos, e que se agrava de ano para ano.
Num mundo obcecado por IA, e cada vez mais desencantado com a realidade, não basta pregar que temos de ter filhos, escreve Kristen Ziccarelli para o The Catholic Thing.
Os Católicos pela Verdade deviam-se chamar Católicos pela treta! Então eles apontam o dedo ao Seguro e “ignoram” que o Ventura também é pelo aborto e já disse de todas as formas possíveis e imagináveis que nunca votaria a favor da alteração da actual lei?! É o que está no programa oficial do Chega. Os que se dizem pró-vida e estão no Chega têm que nos explicar um dia destes qual é a estratégia deles para defender uma nova legislação pró-vida em Portugal. Mas qualquer que seja a posição do Chega sobre esta matéria é um partido imprestável, que se limita a explorar os preconceitos e a hipocrisia das pessoas. Não tenho grande opinião pelo Seguro, mas é impossível que ele não seja eleito, porque a alternativa é impensável. E havia um candidato melhor, que até é pró-vida, Luís Marques Mendes, mas infelizmente nem esteve perto da 2ª volta. Marques Mendes votou duas vezes contra o aborto, nos referendos. Mas não nos esqueçamos que o Presidente da República não é responsável pela alteração das leis.