
Convido-vos a ver a entrevista que fiz a Inês Dias da Silva sobre a esperança na vivência com pessoas com deficiência, para a série Portadores de Esperança, que tenho feito neste ano jubilar. A Inês teve duas irmãs deficientes profundas e cuida agora de um filho que nasceu com a mesma condição. Porém, não deixa de ver nele, e em todos os deficientes, a presença viva de Cristo na terra. Vale mesmo a pena vê-la falar deste tema!
Assinalou-se ontem mais um RedWednesday, que nalguns países assumiu já a forma de RedWeek. Trata-se de uma iniciativa da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, para chamar atenção para a perseguição aos cristãos no mundo. Em Portugal a data foi marcada por uma conferência do Pe Hugo Alaniz, que vive e trabalha na Síria, aqui em entrevista a Paulo Aido. Eu também tive a sorte de poder entrevistar o Pe Hugo, mas a peça não foi publicada ainda, portanto espero partilhá-la para a semana.
Também ontem a fundação AIS em Portugal divulgou mais uma notícia de perseguição e chacinas em Moçambique, levadas a cabo por fundamentalistas islâmicos. Rezemos pelos nossos irmãos moçambicanos, sejam de que religião forem, que sofrem com estes ataques.
O Papa Leão XIV manifestou a intenção de visitar Fátima num futuro próximo.
Depois de, na semana passada, os bispos americanos terem criticado a cultura de medo que o Governo de Trump tem criado em torno dos imigrantes, foi a vez de o Papa sublinhar a mesma questão.
Já sabemos que a inteligência artificial é um tema que preocupa a Igreja e a sociedade. O artigo desta semana do The Catholic Thing é de leitura obrigatória para quem partilha dessa preocupação! E pode surpreender-vos! Leiam e vejam por vocês mesmos.
O Chega propôs que o próximo orçamento do Estado proibisse a cedência de terrenos ou dinheiro público para a construção de mesquitas. A proposta foi considerada inconstitucional, como é óbvio, e chumbada. Recentemente o deputado José de Carvalho, do Chega, fez-me chegar este vídeo da sua intervenção no Parlamento a favor dos cristãos perseguidos. Eu agradeço as suas palavras, que são importantes. Mas digo, como lhe disse directamente a ele, que essas palavras saem enfraquecidas pelo facto de o Chega insistir em propor leis que violam a liberdade religiosa de grupos minoritários em Portugal. Pelas minhas contas são já três propostas, incluindo esta mais recente: a proposta de proibição de abate de animais para consumo de acordo com os requisitos religiosos; a proposta de proibição da burca, e esta proposta de proibição de apoio à construção de mesquitas. Tal como o Chega denuncia, e bem, a perseguição a cristãos noutros países, estas tentativas de perseguição às minorias religiosas em Portugal – porque a violação da liberdade religiosa é isso mesmo – também devem ser denunciadas, e eu não deixarei de o fazer, venham elas do Chega ou de outro partido qualquer.