
A semana passada prometi que traria em breve mais artigos sobre o tema dos abusos, e aqui estão. A condenação canónica de Albino Meireles, em Braga, pôs fim a um ciclo. O dele era o último caso pendente ainda resultante das listas da Comissão Independente. O que resultou na prática dessas famosas listas? Quantos foram condenados e quantos casos arquivados? Valeu a pena? Peguei nos números e nos dados conhecidos e produzi um balanço destes três anos, que podem ler no Expresso. Para quem prefere ler em inglês, ou simplesmente não tem acesso aos artigos do Expresso, há uma versão também no The Pillar.
Permitam-me uma divagação. Quando comecei a contactar pessoas para fazer perguntas sobre o facto de o caso do ex-padre Albino ser o último deste ciclo, percebi que tanto da Comissão Independente como das Comissões Diocesanas, ninguém fazia ideia de que assim era. Eu sabia porque estou há mais de uma década a acompanhar todos os casos públicos – e alguns não públicos – de abusos na Igreja em Portugal. Vou tomando nota deles nesta cronologia, e também neste artigo mais descritivo. Isto dá-me muito trabalho, mas faço-o por uma questão de serviço público. O dinheiro que ganho com os artigos que escrevo sobre o assunto de forma alguma compensa as horas dedicadas a fazer contactos e a compilar informação. Se quiserem apoiar-me neste trabalho, podem sempre fazer um donativo aqui, que muito agradeço!
Soubemos também esta semana que o Grupo Vita pretende pedir esclarecimentos ao Dicastério para a Doutrina da Fé sobre alguns dos casos que têm sido arquivados nos últimos tempos. É um desenvolvimento a acompanhar, sem dúvida.
Consigo pensar em muitos bispos portugueses que gostariam de ser nomeados para uma ilha paradisíaca nas Caraíbas. Mas o arcebispo de Castries, na Ilha de Santa Lucia, explica neste artigo que nem tudo é fácil numa região assolada por furacões e, mais recentemente, por uma onda de secularismo. Vale a pena ler este meu artigo para a AIS Internacional.
Escrevi também sobre as prioridades do Patriarca da Igreja Caldeia, Paulo III Nona, que foi entronizado recentemente e disse aos seus fiéis, tanto no Iraque como na diáspora, para se entenderem a si mesmos como missão.
E o Papa vai a Espanha este fim-de-semana. É uma viagem longa e muito completa e, como é evidente, muitos portugueses estão a aproveitar a proximidade para lá irem também.
No passado domingo estive presente no almoço comemorativo dos 50 anos das Equipas de Jovens de Nossa Senhora. Estive não como jornalista, mas como membro do movimento. Foi enquanto equipista que cresci na fé, foi enquanto piloto de equipa que aprendi a alimentar essa fé nos outros, foi enquanto responsável internacional que aprendi a amar a Igreja na sua variedade e diversidade e foi nas EJNS que conheci a mulher com quem fui aprendendo a amar mais e melhor, construindo uma família que é sem dúvida o meu maior orgulho nesta vida. No domingo foi a vez de aparecer numa notícia, não como autor, mas como entrevistado. Podem ler aqui.