
A polémica da semana em Portugal é a questão das refeições para “meninos ricos” e para “meninos pobres” nos Salesianos de Manique. Neste texto, (e aqui em vídeo), explico como existe de facto um caso vergonhoso de discriminação, mas não é o que parece.
Do Reino Unido tivemos notícias boas e más esta semana. O parlamento da Escócia, considerado um dos mais progressistas do mundo, chumbou a proposta de legalização da eutanásia. Já a Câmara dos Lordes em Londres aprovou a liberalização do aborto até ao nascimento – leram bem. Isso significa que em Inglaterra passará a ser legal abortar um bebé com nove meses, desde que feito pela mulher, com recursos a comprimidos (ou seja, sem sequer a supervisão ou a presença de um profissional de saúde…) mas é crime, em certas zonas (nomeadamente nos arredores de clínicas de aborto) rezar em silêncio, como referi aqui. Está tudo doido.
Antes do debate na Câmara dos Lordes houve muitas críticas à actual Arcebispa de Cantuária, pois iria estar a fazer uma peregrinação a pé de Londres até à sua Sé, e por isso não estaria no debate. No final de contas Sarah Mullally esteve no debate, criticou a lei e votou contra. Honra lhe seja feita.
O Cardeal de Teerão voltou para a Europa, deixando a Igreja praticamente sem voz no país. É uma situação anormal, como se vê no artigo que escrevi para o Expresso.
Enquanto decorrem os bombardeamentos no Irão, o regime dos Aiatolas responde, atacando Israel. Falei com o cristão palestiniano George Akroush que descreveu o ambiente de medo e de consternação que se vive na Terra Santa, e como esta guerra está a afectar a comunidade cristã em particular. Diz que nunca viveu nada assim, e estamos a falar de um homem que viveu já 14 guerras na sua vida.
Catarina Martins, da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, explica porque é que existe risco real de mais esta guerra levar ao fim da presença cristã no Médio Oriente.
Morreu o Patriarca Ilia II da Geórgia. Era um homem impressionante, de longe o mais popular no país, que liderou a sua Igreja durante períodos muito conturbados, deixando-a mais forte e bem organizada. Ilia foi também responsável por uma medida que ajudou a aumentar os índices de natalidade no país e tinha cerca de 50 mil afilhados. Agora os olhos estão postos na sua sucessão, na qual pesará a questão da Ucrânia e as divisões internas na Comunhão Ortodoxa. Está tudo explicado aqui.