
Estamos na Quaresma. É tempo de renúncia e sacrifício para os cristãos, mas sempre com algo maior em vista, não o sacrifício pelo sacrifício, mas o sacrifício para preparar melhor a celebração da vida e da ressurreição. A todos os meus leitores cristãos, uma santa Quaresma e leiam – ainda que não sejam católicos – a mensagem do Papa Leão para nos orientar neste tempo.
As tempestades das últimas semanas deram-me muito que pensar. Muitas vezes o problema é que as intempéries levam a natureza a reconquistar espaços que já foram seus. Nesse sentido, há aqui uma perda de memória histórica que tem consequências graves. O que se aplica à natureza e ao clima também se aplica ao coração dos homens. Olhando estas tempestades, não me consigo livrar da sensação de que a pior tempestade ainda está para vir e que um dos grandes problemas é não nos lembrarmos do horror que é a guerra, e por isso continuamos a alimentar discursos e atitudes que não levam a nada de bom. Enfim, chamem-lhe uma reflexão quaresmal.
Faz agora quatro anos que a Rússia iniciou a sua operação militar especial de três dias na Ucrânia. Ao longo desse tempo a Igreja Católica na Ucrânia tem continuado a prestar apoio à população mais afectada pelo conflito. Por detrás, continua a fundação AIS. Neste artigo dou conta da gratidão dos beneficiários desse apoio, e de um pouco daquilo que se tem feito, e neste relato as experiências no terreno do bispo auxiliar de Kharkiv, Jan Sobilo.
E a propósito da AIS, a fundação tem um novo secretário-geral: Ferdinand Habsburg. Conheçam-no aqui.
Várias confissões religiosas minoritárias queixam-se de que a lei da liberdade religiosa não está a ser aplicada em Portugal. A notícia é da Sete Margens, podem ler aqui.
O Vaticano rejeitou a proposta americana de fazer parte da comissão de paz em Gaza.
E aqui podem ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, que regressa ao tema da Bíblia v. Ciência, com mais um ex-protestante a enaltecer a posição católica sobre a relação entre os dois. Vale a pena ler.