
Quando mandei o mail da semana passada, horas antes do primeiro jogo do Mundial, pensei, ingenuamente, que seria engraçado fazer uma dinâmica sobre o torneio. Sem reflectir suficientemente sobre o assunto, anunciei o Mundial dos Santos Padroeiros. Não vou dizer que me arrependo, porque tem sido muito giro conhecer os padroeiros de cada país participante, mas que me tem dado muito mais trabalho do que devia, tem. Felizmente acho que tem corrido bem e tido boa aceitação. Por isso se quer saber porque é que Nossa Senhora da Conceição é a responsável pelo empate com o Congo, ou conhecer melhor o padroeiro da Coreia do Sul, que foi um dos únicos dois países não cristãos a vencer qualquer jogo até agora, visitem o site ou acompanhem os posts no Instagram, no Facebook ou no Twitter.
Mas há mais ligações entre futebol e religião! Para a fundação Ajuda à Igreja que Sofre escrevi sobre os índices de liberdade religiosa dos países participantes, e para o Expresso escrevi sobre a selecção do Iraque, que por ser composta por jogadores de diferentes etnias e religiões (incluindo quatro cristãos) está a contribuir para unir o país. Se não são assinantes do Expresso, podem ler a versão inglesa do artigo no The Pillar.
E por falar em falta de liberdade religiosa, temos ainda o caso que chocou Moçambique, com o assassinato de D. Osório Citora Afonso. No final da semana passada as autoridades moçambicanas anunciaram a detenção de três suspeitos. Trata-se de um padre, um jardineiro e o guarda da Casa Episcopal. Presume-se então que, apesar de terem acesso livre à casa, os três escalaram a parede exterior da residência e desactivaram o sistema de segurança, antes de matar o bispo com uma arma que é exclusivamente usada por forças de segurança no país. A comunidade católica está a acolher a notícia com uma saudável dose de cepticismo…
Convido-vos a ler ainda o artigo que escrevi para a AIS sobre a aldeia de Adama Dutse, na Nigéria. Depois de ter sido atacada e destruída, a população insistiu em permanecer e com a ajuda da fundação foi tudo reconstruído. Uma história inspiradora!
Termino com dois desafios. O Patriarcado de Lisboa está a organizar uma caminhada solidária cuja receita reverte para as comunidades cristãs no Sul do Líbano que estão a ser mais duramente afectadas pela guerra.
E o Museu de São Vicente de Fora organiza a actividade “O Luar na Torre” no Mosteiro de São Vicente de Fora, onde por apenas dois euros podem ir apreciar uma das melhores vistas sobre a cidade de Lisboa, à noite.