
Permitam-me começar com um apelo: Rezem por uma intenção minha particular. Diz respeito a uma pessoa de quem gosto muito, e é urgente. O Senhor, na sua infinita misericórdia, lá saberá o que fazer com essas orações, que certamente não serão em vão. Obrigado.
Excelentes notícias de Roma. O Papa não precisará de fazer mais tratamentos para o cancro do pulmão que lhe foi diagnosticado, segundo confirmaram ontem os médicos.
Entretanto já vimos o Papa de volta à acção, e com óptimo ar! No domingo estive na SIC Notícias para acompanhar a recitação do Angelus.
Tudo indica, por isso, que Leão XIV poderá ir à America Latina, como está combinado. Esta semana publiquei um artigo para a fundação AIS em que três bispos, um de cada país que será visitado, comentam as suas esperanças e aspirações com esta viagem.
Aconselho-vos também a ler o artigo sobre a Igreja Copta Católica. Os coptas – cristãos do Egipto – são a maior comunidade cristã do Médio Oriente, de longe. Mas os católicos são uma pequeníssima minoria dessa comunidade. Apesar disso, desempenham um papel importante ao nível social.
Abriu esta quinta-feira o II concurso para candidaturas ao programa Multiplica, da Fundação Jornada. Se tem uma ideia, ou um projecto vocacionado para jovens e que precisa de uma ajuda financeira e de orientação para crescer, então aproveite!
O que é que a manifestação pela habitação tem a ver com religião? Aparentemente nada, pelo menos directamente, o que não significa que a religião não se possa interessar pelo tema. Mas foi por isso com enorme estranheza que ontem vimos imagens de um homem, identificado pelas televisões como padre, a ser agredido por levar uma bandeira de Israel para a manifestação em Lisboa. Ainda não consegui perceber quem ele é… Tinha pronúncia brasileira, e na televisão parece que estava com cabeção, mas se tivesse que apostar diria que era evangélico. Se alguém me puder ajudar a esclarecer, agradeço!
De resto, o incidente confirmou algo que disse às minhas filhas ontem, quando conversávamos sobre o assunto. Uma admitiu uma certa admiração pelos manifestantes e a sua causa, a outra revelou ter pouca paciência para os protestos. Eu comprei casa há 21 anos, quando casei. Tive sorte, porque foi antes da loucura da subida dos preços. Nesse sentido, a crise da habitação não me toca directamente. Mas os meus filhos estão a ficar mais velhos, e preocupo-me com o que será o futuro deles a este respeito. Sim, há uma crise na habitação e sim é preciso ter a imaginação política para pegar no assunto e arranjar soluções, tal como é preciso ter a coragem social de se perceber que não vamos todos conseguir casa ao lado dos nossos pais, e algumas pessoas terão de ir viver para os arredores das grandes cidades, ou mesmo mais longe, e o mundo não acaba por isso.
Mas o que mais me preocupa é outra coisa. A politização das manifestações – em Portugal e fora – é mais que evidente. Numa altura em que a sociedade já está polarizada que baste, qualquer manifestação que envolva o risco de degeneração em violência é um autêntico barril de pólvora. É fácil montar uma acampada e brincar às assembleias populares, mas nem sempre é fácil controlar o monstro quando começa a ganhar dimensão e o conflito social se instala. Todo o clima que estamos a viver apenas piora a polarização.
Concluindo: o ambiente em Portugal e na Europa está tenso. Não há falta de gente a querer pegar fogo a isto tudo, para construir algo novo e diferente sobre as ruínas. Não me parece que seja esse o caminho. Portanto tenhamos muito, muito cuidado com os ventos que semeamos.