
A semana passada partilhei um curto vídeo em que falei da polémica no Brasil, sobre o estatuto de Nossa Senhora Aparecida. Entretanto escrevi um artigo mais longo e bastante mais completo para o The Pillar, que podem ler aqui.
Chegou ao fim a campanha deste ano de “Um milhão de crianças a rezar o terço”. Ao longo da semana temos recebido na AIS fotografias de participantes em todo o mundo, mas sensibilizou-me particularmente ter visto hoje imagens de jovens reclusos na Ucrânia a participar também. Escrevi um artigo de balanço da iniciativa, mas que ainda não foi publicado. Entretanto, se participou com filhos, netos, alunos ou qualquer número de crianças ou jovens, visite esta página e registe oficialmente esse grupo, para ser contabilizado. A contagem oficial está acima dos 900 mil, mas há sempre muitos que não se registam, portanto creio que teremos seguramente ultrapassado o milhão nesta edição!
Chegaram notícias preocupantes da Síria, esta semana, onde uma aldeia maioritariamente cristã foi novamente atacada – segunda vez em seis meses – por vizinhos de aldeias muçulmanas. Claro que se trata de perseguição, mas como acontece muitas vezes, esta perseguição tem vários níveis de leitura. Esta é também uma consequência de muitos cristãos se terem deixado manipular e usar pelo regime de Bashar al-Assad. A aldeia cristã era um centro de recrutamento para milícias pró-regime. Agora que o regime caiu e foi substituído por um mais próximo da maioria sunita, o ressentimento destes vem ao de cima facilmente. Naturalmente, os que estavam mais comprometidos com o regime já fugiram, pelo que quem sofre são os inocentes. É quase sempre assim.
O secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Parolin, fez recentemente um excelente discurso nas Nações Unidas, em que chamou atenção para as ameaças à liberdade religiosa e para a perseguição aos cristãos no mundo.
A Renascença publicou um artigo sobre a questão dos mosaicos de Marko Rupnik. No artigo, o meu amigo João Maldonado falou com uma artista e com um responsável pelo património cultural do Santuário de Fátima, que deram duas perspectivas muito diferentes sobre a situação. Vale a pena ler.
Depois de terem sido recebidos pelo Presidente da República, representantes da associação Coração Silenciado, de vítimas de abusos sexuais na Igreja, vão agora ser recebidos pelos grupos parlamentares. Tencionam entregar um pedido de auditoria do processo de compensações da Igreja Católica.
Confesso que me faz alguma confusão esta postura do Coração Silenciado. Eu próprio apontei erros e falhas no processo de compensação, embora não partilhe de todo a posição ultracrítica desta associação. Mas tratou-se de um processo possível, levado a cabo de forma voluntária, para lidar com casos que estão prescritos. O que é que o Presidente da República e o Parlamento podem fazer sobre isso? Não sou jurista, mas não vejo qualquer resultado prático possível para estas abordagens das vítimas, para além de conseguir chamar atenção para a sua causa nos media.
Deixo-vos com uma recomendação. A Renascença lançou agora o podcast “Além da Espuma”, com participação do bispo auxiliar de Lisboa, Alexandre Palma, da enfermeira Carmen Garcia e moderação de João Maldonado. É para ouvir e seguir!