
O Papa conclui hoje a sua visita a África, despedindo-se da Guiné Equatorial. Há um detalhe interessante e triste sobre este último país da rota de Leão XIV. Há dias morreu um padre de 39 anos que iria desempenhar um papel importante durante a visita, na qualidade de Vigário-geral de uma das dioceses. A morte prematura de padres em África não é, infelizmente, uma grande novidade. Mas durante a missa de hoje o Papa apelou especificamente a que fosse feita uma investigação rigorosa às circunstâncias da morte do Pe Fortunato. Tudo isto leva a crer que a Santa Sé suspeita de um acto criminoso. E não está só.
Outro detalhe que vos poderá ter passado despercebido teve lugar durante a passagem pela Argélia. As imagens de televisão mostram o Papa a acender uma vela junto ao ícone dos mártires da Argélia, na Catedral de Nossa Senhora de África. Ora, esse ícone tem uma particularidade rara, que explico melhor neste vídeo.
E finalmente, convido-vos a ler o meu artigo no Expresso sobre D. Henrique de Portugal, referido muitas vezes como o primeiro bispo negro da África Subsaariana, consagrado no Século XVI e que era filho do Rei do Congo. A sua vida acabou por não ser tão consequente como ele e o pai desejavam, mas não deixa de ser uma janela para uma realidade absolutamente fascinante.
Na semana passada estive em Fátima para a Conferência de Imprensa final da CEP, em que falou o novo presidente do organismo, D. Virgílio Antunes. O bispo de Coimbra disse que não cabe à Igreja fazer sugestões ao Governo, no caso da taxação das compensações por abusos, mas parece que o Executivo está mesmo a preparar uma isenção.
Para o caderno Ideias do Expresso escrevi este perfil do novo presidente da CEP, um homem considerado próximo, mas que é duro quando tem de ser.
Por fim, tivemos a triste notícia do acto de vandalismo por parte de um militar israelita no sul do Líbano que destruiu um crucifixo à martelada, um gesto amplamente condenado pela comunidade internacional e que Israel diz que vai investigar.